- Homenagem de Lisboa a Sophia de Mello : O poema LISBOA ( Navegações) no miradouro da Graça, um dos locais preferidos dela, em Lisboa


poésie de José Luís PEIXOTO destinée plus particulièrement à mes amis de Tia et France-Portugal
na hora de pôr a mesa, éramos cinco
na hora de pôr a mesa, éramos cinco: o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs e eu. depois, a minha irmã mais velha casou-se. depois, a minha irmã mais nova casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje, na hora de pôr a mesa, somos cinco, menos a minha irmã mais velha que está na casa dela, menos a minha irmã mais nova que está na casa dela, menos o meu pai, menos a minha mãe viuva. cada um deles é um lugar vazio nesta mesa onde como sozinho. mas irão estar sempre aqui. na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco. enquanto um de nós estiver vivo, seremos sempre cinco.
José Luís Peixoto lit son propre poème à la fin d'une interview à la télé brésilienne :
Lecture du poème par Luís Gaspar , audioblog Estudio Raposa
accès au blog de l'écrivain
poème et documents destinés plus particulièrement à l'atelier 1 d'espagnol (TIA)
"Hay golpes en la vida, tan fuertes ... yo no sé!" écrit Vallejo dans le poème qui introduit son recueil Los heraldos negros. Le "yo no sé" désigne le pourquoi existentiel de la souffrance, non la réalité même des coups assénés à César Vallejo par le Destin. En 1918-1919 il reste encore très marqué par la disparition de son frère Miguel - décédé d'une pneumonie foudroyante le 22 août 1915 - . César était le dernier et douzième enfant de la famille Vallejo ; Miguel, avec qui César jouait si souvent dans son enfance à Santiago de Chuco, était son aîné de 3 ans.
poème et documents destinés plus particulièrement à l'atelier 1 d'espagnol (TIA)

Unos enlaces Web
Biografia de César Vallejo por su mujer
Los heraldos negros leídos por el actor argentino Federico Luppi
La mayor parte del poemario Los heraldos negros en el libro Poemas completos
Obra poética completa
Análisis del poema A mi hermano Miguel
Poemas leídos
El entierro de César Vallejo en París
Vallejo para niños ( Vallejo sí, pero no para los niños a mi parecer)
Estudio didáctico de Paola de Nigris
Il y a deux mois je soulignais ici les qualités de l'audioblog de Luís Gaspar Estudio raposa pour les amoureux de la langue et de la poésie portugaises. Dans l'une des interviews accordée à deux journalistes,L. Gaspar dévoile l'impact formidable qu'eut sur lui l'écoute en classe d'un poème de Fernando Pessoa : O Mostrengo. O Mostrengo est comparable à l'Adamastor de Luís Camões, mythique monstre marin que redoutèrent les marins portugais du XVe siècle à l'approche des caps qu'il s'agisse du cap Bojador ou du cap des Tempêtes ( ou de Bonne Espérance).
entrevista de Luís Gaspar
A. L. - Ainda se lembra certamente do primeiro poema que o marcou, possivelmente ainda em criança.
L.G – Não sei se foi o primeiro, mas “O Mostrengo” de Fernando Pessoa foi o poema que perdurou na minha memória. Muito pelo sucesso da sua leitura na escola, mas sobretudo pela tomada de consciência da oralidade da escrita. Essa preocupação com a oralidade foi-me de grande utilidade sempre que escrevi palavras para serem ditas quer nos milhares de anúncios de publicidade que escrevi quer, agora, nos textos que preparo para os programas.
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou trez vezes,
Voou trez vezes a chiar,
E disse, «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo,
«El-rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou trez vezes,
Trez vezes rodou immundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse,
«El-rei D. João Segundo!»
Trez vezes do leme as mãos ergueu,
Trez vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer trez vezes,
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
D' El-rei D. João Segundo!»
texto original dactiloscrito de 1934 (Biblioteca nacional de Portugal)
O Mostrengo na voz do ator português João Villeret
O Mostrengo na voz do ator brasileiro Paulo Autran
O Mostrengo na voz de Luís Gaspar
O Mostrengo na voz de Zê Bento, com comentário
Animação ( Skataris) baseada no poema de Fernando Pessoa, O Mostrengo :
Luís Gaspar, acteur de théâtre radiophonique dans sa jeunesse, "locuteur " et producteur de films publicitaires par la suite , met désormais sa voix et ses compétences au service de la P O É S I E sur le site TRUCA depuis 1997, et sur son audioblog, ESTÚDIO RAPOSA, depuis 2005. Ainsi insuffle-t-il une seconde vie à de multiples poésies - poésies d'auteurs anciens, poésies d'auteurs contemporains connus ou restés dans l'ombre jusqu'à ce jour- et gère-t-il un espace qui favorise l'initiative, la création la lecture et surtout l'émotion.


O limpa-palavras d'Álvaro Magalhães
Na hora de pôr a mesa éramos cinco de José Luís Peixoto
Arte Poética de José Luís Peixoto
O Tesouro de Eça de Queirós